A química do sabonete
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| Interests | Atualmente, o sabão é obtido de gorduras (de boi, de porco, de carneiro, etc) ou de óleos (de algodão, de vários tipo de palmeiras, etc.). A hidrólise alcalina de glicerídeos é denominada, genericamente, de reação de saponificação porque, numa reação desse tipo, quando é utilizado um éster proveniente de um ácido graxo, o sal formado recebe o nome de sabão. O mais comum de todos é o sabão de sódio. O que é praticamente neutro, que contém glicerina, óleos, perfumes e corantes, é o sabonete. Como o sabão limpa? A água, por si só, não consegue remover certos tipos de sujeira, como, por exemplo, restos de óleo. Isso acontece porque as moléculas de água são polares e as de óleo, apolares. O sabão exerce um papel importantíssimo na limpeza porque consegue, por assim dizer, "jogar nos dois times" ou, possui dupla "personalidade", no que diz respeito a sua polaridade. Podemos dizer que a cadeia apolar de um sabão é hidrofóbica (possui aversão pela água, a repele) e que a extremidade polar é hidrófila (possui afinidade pela água, a atrae). Dessa maneira, ao lavarmos um prato sujo de óleo, formam-se o que os químicos chamam de micelas, gotículas microscópicas de gordura envolvidas por moléculas de sabão, orientadas com a cadeia apolar direcionada para dentro (interagindo com o óleo) e a extremidade polar para fora (interagindo com a água). Essas micelas ficam soltas e água (ou um pano úmido) as removem. Não é só sobre a pele, mas em qualquer superfície que contenha gordura. No caso da pele a gordura é produzida e eliminada pelas glândulas sebáceas. |

