HIM
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| Introduction | "Sou um estrangeiro para minha alma. Quando meu Eu interior ri ou chora, entusiasma-se ou treme, meu outro Eu estranha o que ouve e vê, e minha alma interroga minha alma. Sou um estrangeiro para o meu corpo. Todas as vezes que me olho num espelho, vejo no meu rosto algo que minha alma não sente, e percebo nos meus olhos algo que minhas profundezas não reconhecem. Acordo pela manhã, e acho-me prisioneiro num antro escuro, frequentado por cobras e insectos. Se sair à luz, a sombra de meu corpo segue-me, e as sombras de minha alma precedem-me, levando-me aonde não sei, oferecendo-me coisas de que não preciso, procurando algo que não entendo. E quando chega a noite, volto para a casa e deito-me numa cama feita de plumas de avestruz e de espinhos dos campos. Ideias estranhas atormentam minha mente, e inclinações diversas, perturbadoras, alegres, dolorosas, agradáveis. À meia-noite, assaltam-me fantasmas de tempos idos. E almas de nações esquecidas fitam-me. Sou um estrangeiro e não há no mundo quem conheça uma única palavra do idioma de minha alma..." Khalil Gibran (´Temporais´) |
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