Antonio Augusto Pereira
| Introduction | Sou o mais amável dos demônios. Sou o mais tirânico dos deuses. Sou o amor para uma mulher. Sou a dúvida para um filósofo. Sou a mente de César Borgia. Sou o coração de Dom Quixote. Sou a eternidade dos momentos. Sou a ordem de um caleidoscópio. Sou um balão de gás. Sou aquele que precisa de uma âncora. Sou o filho perdido de Atenas e Apolo, criado por Hades e abençoado por Eros. Sou aquele que desconhece os meios, mas tem certeza do fim. Sou uma bela marca que sangra. Sou as mãos do meu destino. Sou aquilo que esta depois do fim. Sou uma lembrança fugaz. Sou um dogma. Sou atemporal. Sou minha melhor invenção. Sou apenas humano, demasiadamente humano. Ao adentrar nessa casa dispa-se de toda moral e toda idéia pré-concebida. Essa é uma casa de espíritos livres onde todas as pessoas sublimes são bem vindas. |
|---|
