André Luiz Mustafá
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| Gender | Male |
|---|---|
| Industry | Arts |
| Occupation | artista visual |
| Location | Póvoa de Varzim, Porto, Portugal |
| Introduction | André Luiz Mustafá, nasceu em uma família de artistas e desde muito jovem trabalha com pinturas e performances. Em 1996 foi para Alemanha e realizou com o apoio do Goethe Institut a exposição Meninos de Rua, que junto ao espetáculo Strasse Hamlet se apresentou por cidades do norte ao sul do País. Em 2001 ingressa na Universidade Federal da Bahia – UFBA, no curso de Bacharelado em Direção Teatral e logo é agraciado com uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq para iniciar pesquisas na linha da etnocenologia, analisa aspectos da cena no que tange ao corpo e a sua relação sensorial e comunicacional, destacando-a como um formato distinto de estruturas como a escrita e a oralidade. Em 2008 André Mustafá é consagrado ao orixá Ogun e toma cadeira no posto de Balogun do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, tendo sua yalorixá Odé Kaiyodê Mãe Stella de Oxossi. Agora é pai de Valentina Mustafá que lhe fornece outros olhares e novas referências de mundo. |
| Interests | Somente no limite da vida humana que as FORÇAS DA NATUREZA atua em sua máxima potencia. É nos extremo que se percebe a essência de Deus. Em lugares pouco sacralizados é possível se perceber fortemente a presença da espiritualidade quando se tem extrema dor ou felicidade. Os africanos vindos para o Brasil nos ensinaram esse reequilíbrio. O que se defende nesta Exposição é a força do Ancestrais Divinizados – os Orixás em sua simplicidade cotidiana. Essa pesquisa visual de Mustafá, parte de sua vivencia em seus extremos junto aos Orixás, dia a dia, longe de sua família. Sozinho e em seu profundo silêncio, Mustafá descobre na caminhada sua linha limite que divide sagrado e profano e como a Fé e o Axé se fortificam em sua caminhada. |
| Favorite movies | Os portugueses levaram os negros escravizados para o Brasil e André Mustafá deixa o Brasil; envolto de cores, sabores, texturas, afetos e risos largos que os africanos replantaram, para morar em Portugal do outro lado do Atlântico: na Pátria irmã lusa e assim mergulha ainda mais no afeto sensorial afro, reiniciando novas jornadas do sagrado cotidiano dos Orixas. Longe do Brasil, de sua zona de conforto, do seio de sua família religiosa que Mustafá reconecta ainda mais ao seu Eu divino, em seu silencio observador, se olhando e se recompondo como artista e cidadão do mundo. Portugal está trazendo novas conecções com o divino e vai fortificando sua memoria ancestral que permaneceram vivas em terras de Luis de Camões, não deixando que a saudade (o banzu) lhe arrebente o coraçõao. |
| Favorite music | Onde mora o sagrado e como o mesmo acompanha o ser humano quando longe de suas raízes? Como o mito pode dar forças ao individuo dia a dia possibilitando renovações e reconfigurações constantes? Em sua solidão criativa em Portugal, Mustafá busca incessantes respostas e assim, cresce essa Exposição: vida e morte, nascimento, sexo, perdas, guerras, drogas e conflitos são questões pertinentes em sua arte. |
| Favorite books | André Mustafá desenvolve mais do que apenas pinturas, é uma PESQUISA sobre a natureza humana com os Orixás. Como seria a vida Deles em comunidade, o que sentem, como dormem, fazem sexo, se vestem, se relacionam com outros orixás, com a natureza, se amam, se sentem ciúmes, brigam ou como protege seus filhos... Assim Mustafá vai construindo e revelando em suas pinturas esse imaginário sagrado dos Orixás fora do espaço religioso |

