Catita

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Introduction Menina crescida em casa de vermelhão e tijolo à vista quando isso não significava design moderno. Não havia uma estante, mas cantos de livros: uma porta no armário pesado de madeira escura; lombada dourada dos contos de fadas em cima da geladeira do pai (coisas duplas na casa da Tina, tia-avó que, após criar meu pai, cedo casado e viúvo, criou nós 3); enorme caixa de gibis: Mônica, Tio Patinhas, Zé Carioca...; a Barsa, o atlas do Brasil, do Mundo (papito nos desafiava: Essa bandeira é de que país? Qual a capital do Acre?) e várias Caminhos da Terra (as viagens concretas do pai, raras, mas as imaginárias, constantes). Armarinho branco da cozinha, ao lado da pedra onde se esfriavam as balas de coco mais derretíveis do planeta, livros e cadernos de receitas da melhor cozinheira do universo: mal saíra de Campinas-MG-SP, mas bebeu na fonte de patroas francesas, turcas, espanholas e de colegas baianas, gaúchas e sempre me fez constatar o milagre da “releitura” culinária. E por que o pai é metalúrgico e a Tina foi alfabetizada pelas filhas das patroas, a escola sempre me foi mostrada como um mundo que me daria tudo. Pela escola e pelos livros me apaixonei: virei "psora" de português!